“Dois pesos, duas medidas”

A vitória do presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados, impedindo o Supremo Tribunal de analisar a denúncia de corrupção passiva contra ele, elaborada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por 263 votos,  transmite para  a sociedade   o egoísmo sem medidas e cada deputado pensando e preocupando consigo mesmo e seu talento se achando “autossustentável”, esquecendo-se da coletividade.

 O comportamento desses parlamentares, já vem sendo  cobrado pela população, e quem confirma isso é Ibope, que numa pesquisa encomendada pela associação civil Avaa e divulgada na terça-feira (31), apontava naquela ocasião, que 81% da população era favorável à abertura de processo contra Temer no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto apenas 14% dos entrevistados defenderam a rejeição da denúncia.

 Outros 5% não souberam ou não quiseram responder sobre o tema. Outro dado divulgado naquele mesmo dia foi de que 79% dos entrevistados disseram considerar que deputado que viesse apoiar a  rejeição da denúncia da PGR seria  “cúmplice da corrupção”.

Portanto, a atuação da Câmara dos Deputados nos fortalece ideia de que pesos e medidas mudam a depender de quem estiver em questão. Dizer que a denúncia cessa por aí, acredito ser um pouco precipitado, pois mais cedo ou mais tarde, o Presidente terá que responder por ela, tendo em vista que houve apenas uma suspensão da acusação e Temer poderá assim que concluir seu mandato, a responder pela denúncia.

  Enquanto isso, o Presidente da República só tem a considerar que saiu fortalecido, pelo menos por enquanto. Em seu pronunciamento, ele disse sobre resultado na Câmara dos Deputados, que essa não foi  uma conquista pessoal, mas sim do estado democrático de direito.

  Talvez sim, como dito anteriormente, pesos e medidas mudam a depender de quem estiver em questão. Pois bem! Assim sendo, Temer deverá tentar essa semana, emplacar algumas investidas no que diz respeito as questões econômicas e as reformas. E já começou a discutir com ministros e os presidentes da Câmara e do Senado, a urgência na votação da pauta econômica.   Penso que o governo irá buscar sustentar a base que lhe deu a vitória na Câmara para tentar emplacar também a reforma da Previdência, assim como reforma Tributária.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here